Vive Intensamente

Vive intensamente quem troca ideias, sabe a hora de mudar seu discurso e quem convive, harmonicamente, com seus medos e suas próprias contradições.

Vive intensamente quem se sente livre frente às rotinas do seu cotidiano: os mesmos trajetos e as mesmas compras são vivenciados como se fossem a primeira vez. Quem troca de marca, arrisca vestir uma nova cor e, inclusive, de leve, quem consegue puxar alguma palavra que seja com quem não conhece, ainda.

Vive intensamente quem, frente à televisão, consegue libertar-se de suas insinuações. Quem se envolve plenamente com a leitura de um novo livro ou com as emoções de uma nova entrada no cinema ou teatro.

Vive intensamente quem sabe administrar outra nova paixão e prefere um turbilhão de emoções indomáveis, ao tal do preto no branco ou os pingos nos is, aquelas emoções que resgatam brilhos nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, puros sentimentos.

Vive intensamente quem aprende a arte de virar a própria mesa quando pressente a ameaça da tristeza, quem arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem se permite fugir dos conselhos insensatos, nem que seja uma vez na vida.

Vive intensamente quem gosta de viajar, quem ouve música e quem acha graça, inclusive, de si mesmo.

Vive intensamente quem cuida do seu amor próprio, sua autoestima. Ao menor sinal de possível depressão, coisa séria, procura ajuda de algum profissional, fazendo brotar em seu interior energias renovadas para seguir adiante.

Vive intensamente quem trabalha e quem estuda, por opção pessoal, porque sabe do compromisso que assumiu, consigo mesmo, com a construção de uma nova sociedade: mais justa, fraterna, solidária, E mais tolerante!

Vive intensamente quem passa os dias agradecendo: pela boa sorte que se esconde atrás de cada obstáculo cotidiano, pela chuva incessante, ou pelo sol queimando a pele ou pelos projetos que precisaram ser deixados para depois. Quem se pergunta, buscando respostas às inquietações de sua alma.

Muitas pessoas vivem intensamente! Isto é muito bom, pois a vida é o maior presente e, ao viver cada momento como se fosse TUDO, se alimenta a alma com o sabor da ternura de cada novo acordar no alvorecer de outro dia.

Assim, vivamos com intensidade, todos os momentos: em cada beijo, nos abraços, em cada olhar, nos encontros. Tudo que podemos viver se resume numa palavra: momentos.

Momentos!

José Donizetti dos Santos (Inspirado no texto Morre lentamente, de Martha Medeiros. Ou Pablo Neruda?)

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